Feeds:
Artigos
Comentários

Posts Tagged ‘Amor’

Diz-me

Diz-me que me amas,
diz-me que me queres.
Misteriosa dama
dona de prazeres.

Read Full Post »

Horizonte

Os teus beiços quero saborear,
que me dê em todo o corpo um arrepio,
quero ficar de coração vazio,
sem palavras, sem poder contestar.

Desejo no teu sentir um lugar
estável e fixo, não passadio,
desejo abordar o teu navio
e assim juntos podermos navegar.

Necessito levar-te já daqui,
os dous voarmos cara esse horizonte,
a esse lugar pensado para ti.

Penso beber da tua língua, da fonte
de palavras de amor, assim que ri.
Cruzemos juntos essa estreita ponte.

Read Full Post »

Sorri

Fechei os olhos, mirei
dentro do mar interior,
dentro deste coração.

Sentim em verso, sem lei.
Lembrei o nosso calor.
Fiquei sem respiração.

Lágrimas a escorregar
por tua pele suave e branca
enquanto nos abraçamos.

Não quero ver-te chorar.
Destruirei o que te manca.
Sorri mentres nos amamos.

Read Full Post »

Buscavidas

Tomei o barco na Crunha
sem saber o que ia topar,
chorando polo que estava a deixar.
Destino: “América”, punha.

Perdim a terra de visa
e paguei com cinco pesos
um sanduíche ressesso,
ou seja, menu de turista.

O lar em que m’eu criei
fica na Costa da Morte.
A terra onde morarei…
Isso depende da sorte.

Escrito entre 2007 e 2008

Read Full Post »

Vint(e)

Chegam os vinte anos
E passa o tempo fugindo
Do ser, dos olhos, das mãos
Vai-se do corpo, ferindo

Mas ainda podo tomar
Força do meu interior
E ao vento poder cantar
Ainda um verso maior

Com o vento respirar
Fundir-me com as marés
Ou com a chuva chorar
Fico com uma das três

Ouvir do rosmar dos pinheiros
Co tato da erva sorrir
Perder-me por um carreiro
Topar-te quando os olhos abrir

Publicado originalmente em Maio de 2006
Baseado em
Ara que tinc vint anys de Joan Manuel Serrat


Read Full Post »

Rebelião

Foram ambos os dous pastar
A vaca, o touro, devagar
O touro sempre a abafalhar
A vaca dixo que está cansa

Trabalho arreu pra leite dar
Mas isto um dia vai finar
Levo já um tempo a me cansar
E vou deixar de ser tão mansa

A novela dixo não
Que viva a revolução!

Um dia destes vou deixar
De vos dar cousas pra tomar
O leite agre vai estar
Não comereis os meus filhinhos

Não vai haver mais abstenção
Já é suficiente abnegação
Uma pequena aclaração
Podo morar cos meus vizinhos

A novela dixo não
Que viva a revolução!

Tu, bravo touro, escuita bem
Que quede claro: sou alguém
Estou já farta de desdém
E de sentir-me decaída

Que saibas que vou ir além
Do sentimento de fraquém
E não me vai parar ninguém
Quero viver a minha vida

A novela dixo não
Que viva a revolução!

Publicado originalmente em Abril de 2005
Baseado em
La Gallineta de Lluis Llach


Read Full Post »

Parabéns

Mais uma volta deu o nosso mundo
durante um longo e fadigoso ano.
Não che digo esta frase em castelhano
que por ser tu seria algo jucundo.

E, dos dous quartetos, polo segundo
sem eu querer, já che estou, de piano,
mas não quero que te dês a engano:
pode ser um soneto verecundo.

Quereria ser parte dos teus sonhos
e poder sacar-te dos pesadelos,
ver o teu rosto contente e risonho,

ser quem de dar-che os íntimos anelos
para não vê-lo sombrio e tristonho
e entrar do teu coração no castelo.

Publicado originalmente em Março de 2005

Read Full Post »

Older Posts »