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Posts Tagged ‘Desamor’

Quiçás

Tenho muito sofrimento
que me invade o pensamento,
penso que já não te interesso
e deste modo me atormento.

Parecias pressionada
por teres de estar comigo
Esse dia estavas rara…
Queres-me só como amigo?

Quiçás nunca tivo de ter passado
o do dia do concerto.
Quiçás só foi o lugar adequado
e o momento mais certo,

mas nunca me quiseste
quiçás só me desejaste
num momento dado,
para mim, quase sonhado.

Publicado originalmente em Dezembro de 2004
Escrito em Março de 2004

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Por quê?

Não me chega o ar

Tenho frio
Medo

Sinto-me morrer

Namorar, muito bonito
Para quem?

A minha existência torna-se triste
Não sou mais aquele que vistes

O meu lume não dá calor
A minha luz não ilumina

Por quê?

A minha boca não quer falar
Não quer sorrir

Os meus olhos só querem chorar
mas não podem

O meu corpo não quer comer
Rejeita viver

Por quê?

Publicado originalmente em Novembro de 2004

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Lentamente

Mata-me
Lentamente

Uma dor no peito, um tremer

Um corpo sem vida

Um expirar constante
Um inspirar doente

Lentamente

Uma lembrança que não quero ter
Um esquecer que não pode chegar

Não sai de mim

Não podo…

Quero ser livre…

… e não podo

Mata-me

Lentamente

Publicado originalmente em Novembro de 2004

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Veneno e estaca

Um veneno percorre o meu corpo
Não quer sair
Mata-me por dentro

Mistura de amor e ódio
em perfeita harmonia assassina

Quero tirá-lo de mim
Olhar o inimigo aos olhos
e vencê-lo

Noto como me consome
Aspira a vida que levo dentro

Como parasita
Como um cancro, um vírus
Como a estaca da canção

Um assassino invisível
Uma vitória impossível

Hei de me livrar

Hei de turrar dessa estaca

E poderei-me liberar

Publicado originalmente em Novembro de 2004

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Sem

Livro sem leitor
Canção sem ouvinte
Filme sem espectador
Sinfonia sem compositor

Teorema sem descobridor
Verso sem poeta
Beijo sem amor
Ceu sem observador

Busca o teu leitor
e toparás o senso da tua novela
o compasso da tua canção
a lei do teu teorema

Publicado originalmente em Novembro de 2004

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Berro

És como um cancro
que se estende polo meu corpo

Como um ouriço
que achegando-se me mata

Fás-me dano
e não podo tirar-te de mim

O tempo em que fum feliz passou
e não voltará mais

Sai de mim! Deixa-me viver!

Quero que remate o sofrimento!

Quero matar as pantasmas dos meus sonhos
tornadas em demos dos meus pesadelos

Quero abrir os olhos e não ser
esse neno que não pode caminhar

Quero fechá-los e não ter
esse peso que me impede respirar

Quero querer…

… e que me queiram.

Publicado originalmente em Outubro de 2004

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